segunda-feira, 14 de julho de 2014

Osho- O Tédio, um Grande Começo



O homem é o único animal que sente tédio. Isso é um grande privilégio, isto faz parte da dignidade dos seres humanos. Você já viu algum búfalo entediado, um burro entediado? Eles não ficam entediados! Tédio significa simplesmente que a sua maneira de viver está errada; conseqüentemente, isso pode se tornar um grande evento – a compreensão de que “eu estou entediado e alguma coisa precisa ser feita, alguma transformação se faz necessária”. Portanto, não pense que sua sensação de tédio é ruim – é um bom sinal, é um bom começo, um começo muito promissor. Mas não pare aí. Por que nos sentimos entediados? Sentimo-nos muito entediados porque temos vivido em padrões mortos, padrões que nos foram dados pelos outros. Renuncie a esses padrões, saia desses padrões! Comece a viver por si mesmo. Somente uma pessoa autentica não sente tédio; a pessoa falsa necessariamente se sente entediada. O cristão se sente entediado, o jaina está entediado, o parsi está entediado, o comunista está entediado, porque eles estão dividindo sua vida em duas partes. Suas verdadeiras vidas permanecem reprimidas e eles começam a simular uma vida irreal. E é essa vida irreal que cria o tédio. Se você está fazendo aquilo a que estava destinado, você nunca ficara entediado. O dia em que deixei minha casa para ir a universidade, meus pais, minha família, todos queriam que eu me tornassem um cientista – havia muito mais futuro para um cientista – ou pelo menos para um médico, ou um engenheiro. Eu recusei totalmente. Eu disse: “Farei o que quiser, porque não quero viver uma vida de tédio. Como cientista, posso ter sucesso – posso ter respeitabilidade, dinheiro, prestígio – mas no fundo permanecerei entediado, porque isso jamais foi o que eu quis fazer”. Eles ficaram chocados, porque não podiam ver qualquer futuro no estudo de filosofia; filosofia é a matéria mais pobre nas universidades. Eles concordaram, com relutância, sabendo que eu estaria desperdiçando meu futuro; mas finalmente reconheceram que estavam errados. Não é uma questão de dinheiro, poder e prestígio; a questão é o que você, intrinsecamente, deseja fazer. Faça-o, sem levar em consideração os resultados, e o seu tédio desaparecerá. Você deve estar seguindo idéias de outros: você deve estar fazendo as coisas da maneira certa, deve estar fazendo as coisas tal qual elas deveriam ser. Essas são as pedras fundamentais do tédio. A humanidade inteira está entediada, porque a pessoa que teria sido um místico é um matemático, a pessoa que teria sido um matemático é um político, a pessoa quer teria sido um poeta é um homem de negócios. Todos estão em algum outro lugar. Ninguém está onde deveria estar. Temos que arriscar. Se você estiver pronto para correr o risco, o tédio desaparece em um único instante.

                                                                                              'Osho- Vida, Amor e Riso' 

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Buda- O Segredo da Saúde da Mente




'Um rochedo não é abalado pelo vento; a mente de um sábio não é perturbada pela honra ou pelo abuso.'

'O segredo da saúde da mente e do corpo está em não lamentar o passado, em não se afligir com o futuro e em não antecipar preocupações; mas está no viver sabiamente e seriamente o presente momento.'


quinta-feira, 3 de julho de 2014

Osho- Ausência de Desejo



  Ninguém consegue parar de desejar, 
mas a realidade só acontece quando o desejo pára.
Na nossa ausência de desejo está a nossa única satisfação.




sexta-feira, 6 de junho de 2014

Osho- Totalidade


Nunca existiu uma pessoa como você antes, não existe ninguém neste mundo como você agora e nem nunca existirá. Veja só o respeito que a vida tem por você. Você é uma obra de arte —impossível de repetir, incomparável, absolutamente única. Cada dia traz seus próprios problemas e desafios. Cada momento traz suas próprias perguntas. E se você tem respostas
prontas na cabeça, sequer será capaz de ouvir as perguntas. Estará tão cheio de respostas que será incapaz de ouvir. Você não estará acessível. Muitos dos nossos problemas — talvez a maioria deles — existem porque nunca olhamos para eles de frente, nunca os enfrentamos. Ficar com medo deles, não olhar para eles e viver tentando evitá-los só serve para lhes dar mais força. Assim, você está aceitando que eles são reais. A sua aceitação é a existência deles. Sem a sua aceitação, eles não existiriam. Pare de se julgar. Em vez disso, comece a se aceitar com todas as suas imperfeições, suas fragilidades, seus erros e seus fracassos. Não
queira ser perfeito. Isso seria, simplesmente, querer o impossível e, assim, você ficaria frustrado. Afinal, você é um ser humano. Não se preocupe com a perfeição. Substitua a palavra "perfeição" por "totalidade". Não pense que você tem que ser perfeito, pense que tem
que ser total. A totalidade dá a você uma dimensão diferente. Existe uma enorme diferença entre perfeição e totalidade. A perfeição é uma meta a atingir no futuro, a totalidade é uma
experiência no aqui e agora. A totalidade não é uma meta, é um estilo de vida. A maior calamidade que pode acontecer a uma pessoa é ela ficar séria e prática demais. Um pouquinho de loucura e de excentricidade só faz bem. Coragem significa enfrentar o desconhecido apesar de todos os medos. Coragem não significa destemor. O destemor acontece se você continua sendo cada vez mais corajoso. Essa é a experiência suprema da coragem — o destemor. Essa é a fragrância do que acontece quando a coragem tornou-se absoluta. Mas, a princípio, não existe muita diferença entre a pessoa covarde e a corajosa. A única diferença é que o covarde dá ouvidos aos seus medos e os segue, e o corajoso os deixa de lado e segue adiante. A pessoa de coragem enfrenta o desconhecido apesar de todos os
medos. A existência não é um problema que precisa ser solucionado, é um mistério a ser vivido. E você precisa estar perfeitamente consciente da diferença que existe entre um mistério e um problema. O problema é algo criado pela mente. O mistério é algo que simplesmente existe, não foi criado pela mente. O problema tem algo de feio, como uma doença. O mistério é belíssimo. Com o problema, imediatamente surge a luta. Você tem que resolvê-lo. E algo errado, você tem que consertá-lo. Algo está faltando, você tem que providenciar o elo que falta. Com o mistério, nada disso é necessário. A Lua aparece à noite... Isso não é um problema, é um mistério. Você tem que conviver com ele. Você tem que dançar com ele, tem que cantar com ele ou pode, simplesmente, ficar em silêncio com ele. Algo de misterioso envolve você. Você continua sonhando, imaginando coisas bonitas para os dias que virão, para o futuro. E nos momentos em que o perigo é iminente, então percebe de repente que pode ser que não haja futuro algum, amanhã algum e que este é o único momento que tem. Os tempos de desastre são extremamente reveladores. Eles não trazem nada de novo para o mundo — simplesmente fazem com que você fique consciente do mundo como ele é. Eles o despertam. Se você não entender isso, pode enlouquecer. Se entender, pode ser que você desperte. Aposte todas as suas fichas. Seja um apostador! Arrisque tudo, pois o momento seguinte não é uma certeza. Então, por que se importar com ele? Por que se preocupar? Viva perigosamente, viva com prazer. Viva sem medo, viva sem culpa. Viva sem nenhum medo do inferno ou sem ansiar o céu. Simplesmente viva.A morte é segurança, a vida é insegurança. Aquele que quer
realmente viver deve viver no perigo, em constante perigo. Aquele que quer chegar no cume tem que arriscar se perder. Aquele que quer escalar o pico mais alto tem que correr o risco de cair de algum lugar, de escorregar.

                                                                               'Osho- Faça o seu Coração Vibrar' 

Osho- Vendendo Felicidade



Para ver o vídeo com legendas em Português use o botão 'CC' (imediatamente à esquerda do botão que permite alterar e selecionar a qualidade de visualização do vídeo)

domingo, 11 de maio de 2014

Osho- Equilíbrio (O Ensinamento de Buda)



Um grande príncipe foi iniciado, tornou-se um sannyasin de Buda. Ele tinha vivido em grande luxo a vida toda, ele havia sido um grande tocador de sítara, seu nome era conhecido em todo o país como o de um grande músico. Mas ele ficou impressionado pela música interior de Buda – pode ser que o seu insight em música lhe tenha ajudado a entender Buda. Quando Buda estava visitando a sua capital ele o ouviu pela primeira vez, se apaixonou à primeira vista e renunciou ao seu reino. Até mesmo Buda não queria que ele tomasse essa grande decisão tão impulsivamente. Ele lhe disse: “Espere, pense. Eu estarei aqui por quatro meses” – porque durante toda a estação das chuvas ele permanecia em um lugar. “Eu ficarei aqui, não há pressa. Pense sobre isso. Um período de quatro meses e então você pode tomar sannyas, você pode ser iniciado”. Mas o jovem disse: “A decisão já aconteceu; não há nada mais a ser pensado. É agora ou nunca! E quem sabe sobre o amanhã? E você vem sempre dizendo, ‘viva no presente’, então, porque você está me dizendo para esperar por quatro meses? Eu posso morrer, você pode morrer, alguma coisa pode acontecer. Quem sabe sobre o futuro? Eu não quero esperar nem mesmo um único dia!”. Sua insistência era tal que Buda teve que conceder; ele foi iniciado. Buda estava um pouco incerto sobre ele, se ele seria capaz de viver essa vida de mendigo. Buda tinha conhecido isso a partir de sua própria experiência; ele mesmo havia sido um grande príncipe uma vez. Ele sabia o que era viver em luxo, em conforto e o que era ser mendigo nas ruas. Era um fenômeno árduo, e Buda tinha levado um tempo. Ele levou seis anos para se tornar iluminado, e aos poucos ele havia se acostumado a ficar sem abrigo, às vezes sem comida, sem amigos, inimigos em toda a parte por nenhuma razão, porque ele não estava machucando ninguém. Mas as pessoas são tão estúpidas, elas vivem em tamanha mentira, que sempre que vêem um homem que sabe a verdade, elas se ferem a si mesmas – elas se sentem machucadas, insultadas. Buda sabia que a coisas toda seria demais para esse jovem. Ele sentiu pena dele, mas o iniciou. E ele ficou surpreso e todos os outros sannyasins ficaram surpresos, porque o homem simplesmente se moveu para o outro extremo. Todos os monges budistas costumavam comer somente uma vez por dia, aquele novo monge, o ex-príncipe, começou a comer somente uma vez em dois dias. Todos os monges budistas costumavam dormir debaixo de árvores; ele dormia debaixo do céu aberto. Os monges costumavam caminhar nas estradas, ele caminhava, não nas estradas, mas sempre dos lados onde havia espinhos, pedras. Ele era um belo homem; em poucos meses seu corpo ficou escuro. Ele era muito saudável; ficou doente, magro e franzino. Seus pés ficaram feridos. Muitos sannyasins vieram a Buda e disseram: “Alguma coisa tem que ser feita. Aquele homem foi para o extremo oposto: ele está se torturando! Ele se tornou autodestrutivo”. Buda foi a ele uma noite e lhe perguntou: “Shrona” – Shrona era o seu nome – “posso lhe fazer uma pergunta?” Ele disse: “É claro meu Senhor. Você pode fazer qualquer pergunta. Eu sou seu discípulo. Eu estou aqui para lhe dizer tudo o que quiser saber sobre mim”. Buda disse: “Eu ouvi dizer que quando você era príncipe, você era um grande músico e costumava tocar cítara”. Ele disse: “Sim, mas isso está acabado. Eu me esqueci completamente disso. Mas é verdade, eu costumava tocar cítara. Esse era o meu hobby, meu único hobby. Eu costumava praticar pelo menos oito horas por dia e eu tinha ficado famoso em todo o país por isso”. Buda disse: “Eu tenho que fazer uma pergunta. Se as cordas da sua sítara estiverem esticadas de demais, o que acontecerá?”. Ele disse: “O que acontecerá? É simples! Você não poderá tocar – elas arrebentarão”. Buda disse: “Uma outra pergunta: se elas estiverem frouxas demais o que acontecerá?”. Shrona disse: “Isso também é simples. Se elas estiverem frouxas demais nenhuma música será produzida nelas porque não haverá tensão alguma”. Buda disse: “Você é uma pessoa inteligente – eu não preciso dizer mais nada a você. Lembre-se: a vida também é um instrumento musical. Ela precisa de uma certa tensão, mas somente uma certa tensão. Menos que isso a sua vida será frouxa demais e não haverá música. Se a tensão for demais você começará a entrar em colapso, você começará a ficar louco. Lembre-se disso. Primeiro você viveu uma vida muito relaxada e você perdeu a música interna; agora você está vivendo uma vida muito rigorosa – você ainda está perdendo a música. Não existe uma maneira de se ajustar as cordas da cítara de tal forma que elas fiquem exatamente exata de tensão, para que a música possa surgir?”. Ele disse: “Sim, existe uma maneira”. Buda disse: “Esse é o meu ensinamento: esteja exatamente no meio, entre os dois pólos. A tensão não tem que desaparecer completamente, senão você estará morto; a tensão não tem que ser demasiada, senão você enlouquecerá”.


  
                                                                                         'Osho- Tao: O Portal Dourado' 

Osho- Ciência e a Jornada Interior